Assessoria de imprensa: RELACIONAMENTO é o segredo
Gestão de Imagem e Reputação | Mariangela Moraes

A dificuldade começa onde nem se imagina: na própria formação profissional, nas universidades. Porque cadeiras de rádio, TV, impresso e online existem de sobra, mas assessoria de imprensa é uma coisa que a gente descobre mesmo o que é quando se forma e começa a procurar emprego. Isso mesmo. Afinal, os veículos de comunicação já não dão conta de empregar todos os jornalistas que concluem ano a ano a graduação. Além disso, hoje a função de assessor acaba sendo até melhor remunerada que a do jornalista de veículo de comunicação. Sendo assim, existe um pouco de tabu quando se trata do papel desempenhado pelo assessor de imprensa e a atenção dada pelas universidades a uma cadeira tão importante na formação de jornalistas. 

Explicado isto, vamos voltar ao tema principal que aqui será abordado. Ao mesmo tempo em que há um distanciamento do jornalista de rádio, TV, jornal impresso e online em entender com propriedade o trabalho do assessor, este tem uma boa noção de como funcionam os veículos, por conta da formação acadêmica. É por isso que ele consegue se comunicar com facilidade com o outro lado, fazer sugestões pertinentes e pensar estrategicamente. Todo assessor de imprensa é um pouco Relações Públicas. Tanto que não faz muito tempo que o cargo era exercido por profissionais com essa formação.


O que é imprescindível destacar nessa relação é como ela muda de acordo com a cultura de cada lugar, digo por estado mesmo, e até mesmo pelas empresas, que não raramente seguem orientações dos setores comerciais. Mas, essa já seria uma discussão muito mais profunda. O importante de registrar aqui é que com simpatia, estratégia e uma aproximação amigável o assessor de imprensa pode garantir bons resultados para seus clientes e boas histórias para os jornalistas. A relação dos dois é uma via de mão dupla e também é importante que o assessor colabore com os veículos quando for procurado por eles.


Tudo nesta vida é relacionamento – os bons, obviamente. Às vezes não há verba publicitária que poupe um cliente de uma crise se o assessor não tiver um relacionamento consolidado lá dentro do veículo de comunicação para negociar a abordagem de determinado tema ou simplesmente conquistar a chance da empresa dar sua versão do caso, por exemplo. São tantas variáveis e situações sem fim que poderiam ser citadas, mas algumas coisas não se podem ignorar: ética, transparência, boas ideias e jogo de cintura garantem a construção de uma boa relação com jornalistas e veículos, gerando grandes oportunidades e minimizando ameaças.