A importância da gestão de imagem para contornar crises
Gestão de Crise | Camila Esposte

Cenário: uma criança de dois anos morre uma hora após ingerir o leite achocolatado Itambezinho. Após registro de boletim de ocorrência pela mãe da criança, a vigilância sanitária suspendeu o lote do achocolatado em todo o país. Uma semana depois um laudo comprovou que a bebida havia sido envenenada e que a Itambé não tinha responsabilidade pelo ocorrido.

Mas o que pode acontecer em um espaço tão curto de tempo?

A empresa deixou de vender R$500 mil em uma semana, um lote no valor de R$ 3 milhões foi suspenso. Mais de 700 matérias foram publicadas sobre o assunto e quase 25 milhões de pessoas foram impactadas com os conteúdos publicados.

Mesmo quando a empresa não tem responsabilidade sobre um evento, é muito difícil desvencilha-lo de sua imagem depois de vir a público. O caso da Itambé é um exemplo de como uma empresa pode se preparar para situações como esta, mesmo sem nunca ter passado por uma crise.

A primeira ação foi montar um comitê de crise envolvendo todos os porta-vozes. Além disso, um plano de gestão de crise foi rapidamente traçado com papéis bem definidos para que não houvesse contradições no discurso e com um fio condutor: a transparência. A empresa também mobilizou outras áreas, como o SAC e a produção. No total, 1600 pessoas foram envolvidas no processo. Além de alinhar todos os setores, publicando o posicionamento da empresa nas redes sociais, atendendo prontamente a todas as solicitações de imprensa, a empresa também colheu os bons frutos do trabalho feito nas redes sociais, que criaram um colchão de proteção em torno da marca. Confira abaixo a entrevista do CEO da Itambé sobre o caso:http://www.meioemensagem.com.b...