Como tornar um porta-voz referência de mercado?
Assessoria de Imprensa | Michelle Raeder

Fui desafiada pela minha diretoria a escrever sobre Treinamento de Porta-vozes. Mas, antes de falar sobre como deve ser feito um bom treinamento e qual sua importância, é preciso refletir sobre o que queremos de nossos porta-vozes, pois não adianta treiná-los apenas para transmitirem as mensagens-chave da empresa, eles precisam formar opiniões e passar bons conteúdos para os jornalistas e, em alguns casos, se tornarem referência em suas áreas.

Em muitas empresas que dei treinamento a missão que me foi passada foi a seguinte: Michelle, fulano vai representar a empresa em determinada região e precisa saber dar entrevista. Ensina umas normas, passa as mensagens-chave e pronto. Ou seja, formar um repetidor de discurso.

Hoje em dia ficou muito comum a padronização dos porta-vozes. O treinamento é igual para todos e isso dificulta a formação de porta-vozes autênticos e legítimos, aqueles que, além de saberem se defender das cascas de banana da imprensa, sabem tirar proveito de uma boa entrevista.

Acredito que um bom treinamento precisa ser personalizado, pois cada pessoa tem seus pontos fortes, que precisam ser desenvolvidos, e os fracos, que precisam ser controlados e trabalhados. Se o treinamento for um momento padronizado, como que você consegue identificar esses detalhes? Impossível, correto?

Dessa forma o ideal é formatar um treinamento de mídia personalizado para cada pessoa para assim, formar um porta-voz que renda boas aspas para os jornalistas e que não dê apenas respostas padrão com mensagens-chave da empresa decoradas.

Também é importante lembrar um ponto muito importante para que esse processo obtenha êxito: a escolha do porta-voz. Não adianta forçar que uma pessoa sem nenhuma intimidade com câmeras, entrevistas e abordagens capciosas aja com naturalidade. Por isso, a identificação de quem deve falar pela empresa é o passo mais importante, antes do treinamento.

Mas, isso é assunto para outro artigo! A mensagem que fica aqui é para que, como profissionais de comunicação corporativa, tenhamos foco em formar pessoas que de fato somem em uma entrevista e não sejam apenas “respondedores” de perguntas.